Eu ainda chego lá ...
Como diz aquela velha máxima, o futebol é mesmo feito de altos e baixos. Hoje, Ronaldinho Gaúcho não aparece nem na relação dos machucados do Barcelona. Robinho, por sua vez, está crescendo no Real Madrid e na seleção brasileira.
Um fato curioso aconteceu no jogo em que o Catania perdeu para o Torino por 2 a 1. Logo aos três minutos, Spinesi abriu o placar para o time da casa e, na comemoração, deu um beijo na boca de seu companheiro, o peruano Vargas.
Com a bola rolando, o Catania perdeu por 2 a 1 e segue na luta contra o rebaixamento, com apenas 29 pontos. Já o Torino, foi a 34 e ocupa a décima quarta colocação. Aimo Diana e David Di Michele viraram o placar para o Torino.
A fama de problemático atrapalhou a carreira do goleiro Fábio Noronha, de 32 anos. Ainda nos juniores do Flamengo, chegou a ser apontado como candidato a futuro goleiro da seleção brasileira. Mas o sucesso, que durou pouco, subiu à cabeça rapidamente e o jogador perdeu o rumo da carreira. Hoje, tenta reencontrá-lo em Hong Kong - de onde não pretende sair tão cedo - e garante não cometer mais os erros do passado.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, por telefone, enquanto andava pelas ruas de Hong Kong para ir ao treino de seu time, o Happy Valley, Fábio Noronha afirmou ter amadurecido e que sabe que fez tudo errado no início da promissora carreira.
- Eu era o cara. Naquela época, se alguém fosse apontar um garoto para fazer sucesso no profissional do Flamengo, me apontava. Eu não tive a cabeça tranqüila para me concentrar no meu trabalho. Fiz muita besteira fora de campo. O futebol de hoje não tem mais espaço para o chamado boleiro, aquele cara que vai para o pagodinho, perde a noite e depois vai para o treino de manhã - diz.
Sucesso em Hong Kong
Após deixar o Flamengo, Fábio passou por Fluminense, América-MG, Gama, Angra e Portuguesa-SP. Da Lusa, assinou contrato de quatro anos com o Ankaraspor, da Turquia. Após duas temporadas, teve que operar o joelho e entrou em acordo para a rescisão. De volta ao Brasil, defendeu o América no Carioca de 2006 e foi campeão goiano com o Atlético-GO no ano seguinte. Acertou com o ABC-RN para disputar a Série C em 2007, mas saiu dois meses depois para atuar no futebol de Hong Kong.
- Logo no meu início aqui, disputei o torneio do ano novo chinês pela seleção do campeonato, que joga com a camisa da seleção de Hong Kong. Peñarol (URU), Hyunday (COR) e Hadjuk Split (CRO) vieram jogar. Há 15 anos que o time local não era campeão e dessa vez conquistamos o título - conta.
O Happy Valley está na quarta colocação do campeonato nacional, faltando quatro rodadas para o fim da competição. As boas atuações do brasileiro chamaram a atenção do South China, atual campeão e líder isolado.
- O meu time já me ofereceu para renovar por dois anos, mas li nos jornais que o South China está interessado. Vou aguardar. O South China é um clube com mais estrutura e paga prêmios melhores por vitórias - afirma.
Colonizado por ingleses, Hong Kong só voltou a fazer parte da China em 1997, mas tem autonomia para leis próprias e possui uma das economias mais liberais do mundo. O estilo de vida agradou o goleiro brasileiro.
- Estamos no território chinês, mas é tudo totalmente independente da China. São até duas seleções diferentes de futebol. Como a colonização é inglesa, parece um país europeu. Tudo funciona, tudo é organizado, muito limpo. Há muitos estrangeiros e encontra-se facilmente restaurantes de comidas de vários países. É um lugar maravilhoso, violência zero.
Retorno só para clube grande
Fábio diz que dificilmente voltará para o Brasil, já que "só um clube grande pagaria salários iguais ao de Hong Kong". O goleiro sabe que, quase aos 33 anos, não seria fácil encontrar lugar em um dos maiores times brasileiros.
- Depois que um jogador sai de um clube grande, é muito mais difícil voltar do que um atleta que começa em um pequeno. As pessoas lembram que o Fábio Noronha era uma promessa no Flamengo. 'Por que não ficou lá? Tem alguma coisa errada' podem dizer - cogita.
Para acompanhar o futebol brasileiro, o goleiro acessa o GLOBOESPORTE.COM, já que pode ver os vídeos das partidas. A internet ajuda a matar as saudades da família, que ficou no Rio.
- Para quem mora fora, a internet é a melhor coisa. Telefone é muito caro (risos). É bom que tem TV a cabo com canais do mundo todo, porque só TV chinesa não dá, não entendo nada.
O destino pregou uma peça nos rivais Arsenal e Liverpool. Nesta quarta-feira, eles, acostumados aos duelos pelas competições inglesas, entrarão em campo para iniciar o confronto que colocará um deles nas semifinais da Liga dos Campeões. A partida será no Estádio Emirates, em Londres.
Apesar de ser um encontro entre dois dos clubes mais vitoriosos da Inglaterra, quando o assunto é Europa, o Liverpool leva grande vantagem. Os Reds conquistaram cinco vezes o título, sendo que a última em 2004/2005, quando passaram pelo Milan em uma final fantástica, decidida nos pênaltis (3 a 3 no tempo normal). Os Gunners ainda estão devendo esse caneco aos torcedores. Em 2005/2006, perderam para o Barcelona na final.
Na Inglaterra, ninguém ousa apontar um favorito para o confronto. No entanto, todos sabem que o Liverpool é o time mais "copeiro" da Inglaterra. E os jogadores do Arsenal sabem disso. Segundo o volante Gilberto Silva, será necessário cuidado nesse primeiro jogo para evitar que os Reds consigam qualquer tipo de vantagem.
- O Liverpool é um bom time. Eles não estão jogando seu melhor futebol no Campeonato Inglês, mas se transformam na Liga dos Campeões, na qual parecem realmente motivados. Eles têm muita qualidade. Será uma partida muito dura. Nós os conhecemos, eles nos conhecem e será importante nós estarmos bem para vencer - disse o brasileiro ao site oficial da Fifa.
O Arsenal iniciará a disputa com dois problemas médicos. O meia Rosicky e o lateral Sagna, ambos com lesões musculares, estão foram do primeiro jogo e dificilmente poderão atuar na partida de volta.
O departamento médico dos Reds também está com trabalho a fazer. O meia Kewell e o zagueiro Agger, com problemas musculares, já estão descartados. Os desfalques, apesar de lamentados em Anfield, não são suficientes para diminuir a confiança. O meia Gerrard, capitão e principal jogador do time, rompeu o silêncio e, em entrevista ao jornal inglês "The Sun", garantiu que todos temem o Liverpool quando a bola rola pela Liga dos Campeões.
- Nós somos um bom time e estamos acostumados aos jogos da Liga dos Campeões. Somos a equipe que todos temem. Depois da vitória no clássico contra o Everton, os jogadores ficaram felizes e a torcida está motivada - afirma.
O atacante Fernando Torres está confirmado e é mais uma razão para que o Arsenal tome cuidado com os Reds. Nesta temporada, a sua primeira na Inglaterra, ele já marcou 28 gols, sendo que 21 na Premier League.
Prováveis escalações
Arsenal: Almunia; Toure, Senderos, Gallas e Clichy, Hleb, Flamini, Cesc e Diaby; Adebayor e Van Persie.
Liverpool: Reina; Finnan, Carragher, Skrtel e Riise; Xabi Alonso, Mascherano e Gerrard; Babel, Kuyt e Fernando Torres.
O meia holandês Clarence Seedorf, do Milan, afirmou que "o futebol é como um mercado de carne" em entrevista que será publicada na edição italiana da revista "GQ" no próximo dia 3.
- Eu tenho um pedaço de carne argentina que é ótima e todos a querem. Portanto, a vendo na Itália, depois a exporto para a Espanha e a Inglaterra. Vendo onde me fazem a melhor oferta sem levar em conta se é o lugar adequado - disse Seedorf, tentando mostrar que jogadores de futebol vão para outros países sem levar em conta se essa é a melhor opção.
Para o holandês, de 32 anos - que jogou em times como Ajax, Sampdoria, Real Madrid e Inter de Milão -, "só o dinheiro manda" no futebol.
- Ninguém se preocupa se o jogador se ambientou. Ele é deixado a sua própria sorte; esta é a mentalidade na qual o sistema do futebol se baseia - denunciou o meia.
Seedorf anunciou que quer continuar jogando por mais três ou quatro anos e disputar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, para depois se dedicar a sua fundação "Champions for Children", por meio da qual pretende difundir bons valores entre as crianças a partir do esporte.
Durante a entrevista, Seedorf também explicou que não entrou em campo de luto quando Gabriele Sandri, torcedor do Lazio, morreu supostamente atingido por um tiro de um policial porque "foi um evento que não tinha nada a ver com o mundo do futebol".
Além disso, lamentou que as pessoas fiquem de luto nestas ocasiões e não para expressar solidariedade a pessoas como o treinador da Fiorentina, Cesare Prandelli, quando sua mulher faleceu, ou pelo assassinato do irmão de Kakha Kaladze, jogador do Milan.
A empresa suíça de investimentos UBS Wealth Management Research fez um estudo sobre a próxima Eurocopa, que será sediada por seu país e pela Áustria. E, de acordo com a pesquisa, a República Tcheca ficará com o título, após derrotar a Itália na decisão do torneio.
O estudo levou em consideração vários fatores para chegar ao resultado. Entre eles, o valor de mercados dos jogadores que deverão ser convocados, o histórico das seleções na competição e os ranking da Uefa e da Fifa. Mas o próprio coordenador do projeto admite que o modelo pode não acontecer.
- Se tivéssemos aplicado o nosso projeto na Eurocopa de Portugal, teríamos fracassado vergonhosamente - diz Roberto Ruiz Scholtes sobre a conquista da Grécia, há quatro anos.
A pesquisa revelou também que a Espanha será a seleção mais cara do torneio. Somados, seus jogadores valeriam € 251 milhões (R$ 692 milhões). Os mais valiosos seriam o apoiador Fábregas, o atacante Fernando Torres e os zagueiros Sergio Ramos e Puyol. No entanto, a Fúria seria eliminada nas quartas-de-final pela Holanda.
Veja como seria o torneio, de acordo com a pesquisa:
Grupo A
Classificados: República Tcheca e Suíça
Eliminados: Portugal e Turquia
Grupo B
Classificados: Alemanha e Croácia
Eliminados: Áustria e Polônia
Grupo C
Classificados: Itália e Holanda
Eliminados: França e Romênia
Grupo D
Classificados: Espanha e Grécia
Eliminados: Suécia e Rússia
Quartas-de-final:
Alemanha x Suíça
República Tcheca x Croácia
Espanha x Holanda
Itália x Grécia
Semifinais:
República Tcheca x Suíça
Holanda x Itália
Final:
República Tcheca x Itália
Um grave incidente poderá atrapalhar o Atlético de Madri na sua caminhada rumo à Liga dos Campeões da próxima temporada. Segundo o jornal espanhol "Marca", o técnico Javier Aguirre e o meia Reyes tiveram uma grave discussão há dez dias, quando o jogador chamou o treinador mexicano de "filho da p.". Reyes segue negando que tenha xingado Aguirre, mas fontes ligadas ao clube, de acordo com o diário, garantem que o episódio ocorreu.
- Na minha vida, nunca faltei com o respeito a nenhum treinador ou companheiro e não vou faltar agora. Não estou jogando porque não estou atuando bem, estou longe dos meus 100%. Temos nossas diferenças no vestiário, mas não é nada de outro mundo. Sou jogador do Atlético de Madri e tenho de respeitar o técnico, não importa o que ocorra - afirma Reyes.
O problema aconteceu durante a preparação para o jogo contra o Sevilla, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol. Reyes, que é da cidade de Sevilha, tinha o sonho de voltar ao estádio Sánchez Pizjuán para encarar o ex-clube. No entanto, o técnico decidiu não convocá-lo, o que irritou o espanhol. Reyes, então, decidiu tirar satisfações na frente dos companheiros. A conversa pegou fogo, e o jogador, aos berros, teria xingado o árbitro várias vezes. Segundo a reportagem, Aguirre em nenhum momento perdeu a calma. Em tom baixo, tentou, em vão, argumentar.
O Atlético de Madri venceu o confronto por 2 a 1, mas, mesmo assim, a relação entre as partes continuou com problemas. Coincidência ou não, o jogador não foi incluído na lista dos relacionados para o jogo seguinte, contra o Villarreal, apesar de não ter qualquer problema médico.
A diretoria do clube não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.